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Covardia

 

“É o oposto de bravura e de coragem. É algo que te força a não tentar, a não lutar por simples medo, por indecisão, por fraqueza. É deixar de fazer algo, desistir, abandonar pela metade pela falta de confiança em si próprio. É atacar sabendo que o adversário não poderá defender-se.”

Diz-se covarde aquele que pratica a covardia.

Diariamente nos deparamos com estas situações, onde as pessoas não realizam as coisas por pura falta de coragem. E claro, sempre se arrependem depois. Simplesmente pelo fato de que jamais saberão o resultado daquilo que não tiveram coragem de fazer.

Na maioria das vezes a covardia vem junto com o medo, mas medo todo mundo sente. A diferença entre o medroso e o corajoso é que o primeiro não consegue vencer o medo e o segundo sim. Não que ele não sinta medo, mas encontra uma maneira de passar por cima dele, de vencê-lo.

E o que disperta o medo nas pessoas ou a falta de coragem?

Isso varia de pessoa a pessoa, mas o que quero colocar aqui é o fato das pessoas deixarem de vivenciar experiências, atitudes, viver a vida com tudo que ela nos oferece porque não tiveram coragem.

Coragem de arriscar, de se expôr, coragem de ir atrás daquilo que querem, de enfrentar seus próprios desejos e monstros.

Isso é puro desperdício porque a vida passa rápido e deixar de fazer algo por falta de coragem é muita covardia e simplesmente abandonar algo pelo caminho, sem mesmo tentar resolver uma situação, por fraqueza, medo ou indecisão, é o melhor a fazer?

Minha colocação aqui é fazer pensar na covardia. Não no momento que fere o outro, mas a sí próprio. Me refiro a uma covardia interna, aquela que atrapalha apenas a nossa própria vida que não chega a fazer mal a alguém como passar por cima de um inimigo frágil. Não, me refiro aqui a covardia pessoal, aquela que afeta a si e não a outrem.

Refletir sobre o fato de não fazer, acovardar-se, deixar passar. E avaliar porquê fazemos isso, porque não conseguimos ir até o final.

Pare para pensar nos momentos em que foi covarde e como teria sido incrível se tivesse ao menos tentado e dado a chance de conseguir, quanto você teria crescido, quanto teria ficado orgulhoso de si mesmo, como teria sido sentir-se um vencedor.

Em muitos momentos da nossa vida somos fracos, inértes. Vale a reflexão do porquê deixarmos o medo e a falta de coragem influenciar tanto em nossas vidas a ponto de nos fazer escolher conviver com o sentimento de abandono a mostrar-se destemido, pronto para enfrentar os medos. Não digo que teremos e vamos vencer sempre, mas se não enfrentarmos nossos medos e se não encontrarmos coragem para seguir em frente e encarar nossas escolhas, atos e desejos, que tipo de ser humano seremos?

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